Numa terra de deuses e monstros, eu poderia muito bem também ser um monstro. Mas quem não é? Agimos de forma nojenta e perigosa. Uns com os outros. E quando famintos, agimos como animais irracionais.
Que não tem controle sobre seus instintos e força.
Se não é que já não somos monstros, incrustados numa fachada de anjos.
Por quantas coisas somos?
Por vitórias,
Pela derrota dos outros,
Colocando vidas em jogo.
Em função do nosso bem estar,
Sem pensar no mal estar alheio.
Queremos matar a nossa fome.
Nos esquecemos de quem sente fome.
Não pensamos em outro nome,
Se não o nosso.