Agora, sou homem,
Escuto como um homem,
Mas ainda ajo,
vez ou outra,
como um menino / homem...
Por mais que eu cresça,
Ele nunca desaparecerá.
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| Ilustração do Theo Calegari do 2º ano do ensino fundamental |
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Ilustração de Valentin, de 6 anos do 1º. ano da Escola RedeGru, 2025 |
Um desencontro?
Um reencontro?
Um desencontro num encontro?
Não sei.
Só sei que, em uma pequena fração de segundos,
Tudo mudou.
O que era,
Já não é mais.
E no final das contas,
Sou apenas eu,
Um bisbilhoteiro da vida alheia.
Acho que vou fazer mais disso,
Sair por aí observando o comportamento humano,
como se eu fosse algum tipo de especialista ou pesquisador.
Sendo que, não passo de um romeiro dos meus erros e sentimentos frouxos,
Um mero egoísta que carrega seus escritos como se fossem tesouros preciosos demais.
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| Autor: Theo Merino, 2024 |
Ouvir palavras doces, como as que ele emanava, seriam um divisor em todo seu oceano de dor.
Infelizmente, nem tudo o que queremos é possível.
Nem tudo que esperamos acontece.
Vivemos frustrados, na frustração de uma espera recíproca, ou nem tão recíproca assim, pois não enxergamos nem nosso umbigo, quem dirá o que fazemos com os outros.
Esperar que o universo te retorne flores, se nem sementes plantas, apenas com mentiras regas, a espera da poda de seus espinhos, mas que ressequidos insistem em ferir qualquer um que tenta se achegar.
Livro é algo que precisa ser escolhido, ser comprado e pago.
Sinceramente, algo que não tem valor pra alguém, é certeza de que não receberá a sua valorização devida.
Mas o desejo dele de dar seus livros, é de se fazer conhecido.
Feedbacks sinceros recebe, mas o que esperar de quem não o valoriza?
A reflexão se fez necessária.
Num mundo em que muitos querem e esperam por uma doação, ele resolveu doar, entregar o que pensava ser o seu mais precioso tesouro.
A palavra era o verbo e o verbo estava escondido.
Até ser completa, uma história, ela passa por muitas fases.
Existe a ideia, a inspiração, o desejo, a vontade, a escrita, a temática e a vivência do autor.
Não importa mais se ele se senta em frente a uma velha máquina de escrever, ou se ainda usa folhas de papel para derramar sua alma.
Por mais que alguns autores insistam em dizer que escrevem sem se envolverem nas histórias, eu não consigo acreditar nisso.
Te lendo ou não;
Comprando;
Curtindo;
Compartilhando;
Falando e te dando um feedback; e
Outras...
Não devemos esperar nada, pois ninguém nos deve nada.
O que vier, é sempre um luxo, digo: um lucro.
tive a oportunidade de participar
da minha primeira Bienal do livro.
Foi muito importante
ver a quantidade de pessoas
interessadas em livros
e conhecer autores de Guarulhos.
Até a próxima…
Saber que pessoas tem me lido, tem sido a coisa mais relevante que fiz nesse mundo.
Saber disso, me enche de alegria.
Pensar que meus sentimentos descritos em palavras, fazem sentido para alguém, é recompensador.
Leia-me você também!
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quando não se deve esperar,
mas que mesmo assim, espera, pois, imagina que talvez algo de bom pudesse vir ou surgir.
Isso não tem nada a ver,
e não passa de um grande desabafo,
que para você que está lendo,
pode ou não fazer algum sentido.
Só foi para chamar a sua atenção mesmo.
Então…
ele teve que esperar por alguns anos.
Passou por muitas mutações, edições e ajustes.
Como perfeccionista,
isso nunca vai acabar,
mas a minha alegria é saber
que você efetivamente nasceu e está no mundo.
Acessível a quem quiser te ler.
Por muito tempo foi meu segredo,
no entanto hoje, está compartilhado e público.
Eu só sei que eu não gosto,
quando dizem não gostar da fama.
Mas quem eles seriam, sem a fama?
Não seriam nada.
No entanto, o que eu sei sobre isso?
A fama ao mesmo tempo que te impulsiona,
te priva.
Alguns buscam tanto a fama que até exageram.
Enquanto os que muita já tem,
fogem dela.