Comemoram
Outros
Desapegam
Enquanto você tenta fazer o seu caminho
Outros
mesmo sem saber seu significado
ou que tinha um nome
e toda uma filosofia por trás.
Desde cedo,
me lembro de ter certo tipo de aversão a sentimentos
mesmo que isso não faça muito sentido...
Somos a mistura de muitas coisas…
Bem e mal,
luz e trevas,
vitórias e derrotas,
verdades e mentiras,
forças e fraquezas,
conquistas e frustrações…
Somos pedaços, somos metades, somos inteiros?
Nada disso nos define
ou pode dizer o que somos ou o que seremos.
Somos momentos, seremos instantes…
Tudo aqui, é agora e por enquanto.
E no final...
Ele deu tudo que pode
Tudo que tinha
Tudo que sentia
Se alguém recebeu
Por mais que espere pelos louros em vida
Não lhe cabe mais
A gente dá o que tem
E se desgasta esperando algo em troca
mas o Natal está meio amargo esse ano pra mim.
Não sinto cheiro e gosto,
então deve ser por isso que está tudo tão ruim.
Me sinto bem alheio a tudo.
Faço o básico, o mínimo para não dizer nada.
Espero que essa inhaca saia logo.
Eu falo tanto sobre ela,
cobro tanto as pessoas,
mas ela vez ou outra,
falta nas minhas ações...
É tão incômodo isso,
que ultimamente tem sido um dissabor pra mim.
Esperar o mínimo já é frustrante,
enfim, cada um dá o que tem, né?
Mas é muito cansativo
se sentir como se fosse o único
a sempre ceder,
o único a sempre dar...
e nunca e nem nada receber.
Ouvir palavras doces, como as que ele emanava, seriam um divisor em todo seu oceano de dor.
Infelizmente, nem tudo o que queremos é possível.
Nem tudo que esperamos acontece.
Vivemos frustrados, na frustração de uma espera recíproca, ou nem tão recíproca assim, pois não enxergamos nem nosso umbigo, quem dirá o que fazemos com os outros.
Esperar que o universo te retorne flores, se nem sementes plantas, apenas com mentiras regas, a espera da poda de seus espinhos, mas que ressequidos insistem em ferir qualquer um que tenta se achegar.
Quantas coisas acontecem dentro e fora de nossa bolha?
Pensar que pessoas que vem situações de perto, desprezam os anseios alheios, parecendo cegas, surdas e mudas.
Mas como tudo sempre tem dois lados, para um estar certo, o outro precisa estar errado.