Hoje eu sei o que ela sentia. Ela sofria calada, às vezes até falava, balbuciava, mas eu não escutava. Não reparava no mal que ocasionava. Vez ou outra eu até concordava, embora na maior parte das vezes, achava que ela estava equivocada. Coitado de mim. O problema estava mesmo em mim. Só eu não sabia, ou pior, não reconhecia. "O amor é uma decisão!"
Sou um pouco de tudo isso. Um pouco daquilo também. Um pouco do que já ouvi. Do que já fui ensinado. Do que já vi, vivi e presenciei. Cada música que já escutei e cantei, e cada lembrança em minha memória, me fazem um pouco diferente. Já tentei ser amarelo, verde ou azul. Já tentei ser como as pessoas gostariam que eu eu fosse. Enfim, isso não deu certo. O que sou mesmo, é a junção de todas essas coisas e cores.
Pensava eu, que a preocupação maior seria da minha parte, mas que engano meu. Quando juntos, meus olhos ficam fitos em você, mas os seus passeiam pela extensão de todo o ambiente. Sinceramente, penso trezentas mil coisas, embora eu prefira pensar que a sua preocupação é maior que a minha. Não sei dizer bem o porquê?
Alguns já disseram que essa música narra a história bíblica do filho pródigo, e eu também a remeto a isso e a trago para o meu contexto. Embora a interpretação das coisas seja de livre aceitação ou não, o caro leitor pode dizer: "Ah, que baboseira ou que blasfêmia", mas sendo ou não, quero compartilhar ela aqui, pois ela representa bem o momento vivido.
Hoje eu acordei pensando em você. Em nós. Até em qual camiseta estava usando. Percebi que temos sonhos tão parecidos, e que andando juntos, isso parece um sonho. Sei que ainda precisamos encarar muitos olhares. De espanto. Aprovação. Reprovação. Decepção. Mas olhando nos teus olhos eu tento imaginar, talvez até decifrar o que os seus pensamentos pensam. Na verdade, são eles que mais importam para mim. Enfim eu percebo, que é preferível ver os defeitos e não escondê-los. E que a perfeição está em ser um ser imperfeito. Assim como nós.
Ela procurou em sua bolsa, em suas coisas, em seu guarda-roupas e até debaixo da cama. Ela buscava como uma doida, até encontrar o que tanto precisava e procurava. As palavras que seu pai lhe dissera, ecoavam sem fim bem fundo em sua nuca. Palavras repetidas que talvez ela deva ter ouvido, mas nunca se atentado ou que nunca tiveram tanto impacto por terem sido ditas por alguém que ela esperaria apenas apoio.
Há um bom tempo, eu tenho vivido um paradoxo. Tenho o chamado de 'O Paradoxo do Meio-Termo'. Desde então, venho tentando imprimir esta ideia em pensamentos e em palavras, mas não tem sido fácil. Vou tentar exemplificar o que estou querendo dizer:
Alisson era uma menina muito rica, mas isso não significava que ela tinha tudo, ao menos, o que o dinheiro não podia comprar. Ela era a rainha do bullying. Não porque sofria algum, mas porquê aplicava em qualquer um, em qualquer lugar que fosse e na hora que sentisse vontade.
O porquê de tanta maldade, era o que os sofredores perguntavam. O que eles não sabiam, era que ela sofria de um transtorno obsessivo compulsivo, onde tinha a necessidade de se sentir superior e melhor que os demais.
Ela fazia isso, porque foi ensinada assim. Seus pais a compararam aos seus irmãos e então o desejo por ser quem todos diziam que era se tornou maior do que a verdade.
Ela perseguiu isso com afinco até que um encontro a fez ver as coisas como elas realmente eram.
Ele achava que tinha o poder de ler a mente das pessoas. Olhava para as faces e logo discorria sobre o que pensavam. Ele se sentia acuado e violado, pois achava que todos eram contra ele. Na maior parte das vezes, ele estava errado. Ele tem tanto medo de estragar as coisas, que pensa logo que disse alguma besteira ou fez algo inapropriado. O problema realmente está nele. Não são seus olhos ou qualquer outra parte de seu corpo, mas sim sua mente e coração machucado pelos dias.