Eu
gosto de fingir
ser
quem eu não sou...
Ou
eu gosto de ser
quem eu finjo ser?
Por não ser
quem eu gosto de ser...
gosto de fingir
ser
quem eu não sou...
Ou
eu gosto de ser
quem eu finjo ser?
Por não ser
quem eu gosto de ser...
demora um tempinho
para você se lembrar de quem é,
onde está
e o que está fazendo ali.
Depois de algum tempo,
recobra sua consciência
e levanta para a vida real,
deixando a vida dos sonhos no travesseiro.
poderia ter sido
mais fácil
ou
mais simples.
Mas
se tivesse sido,
Não sei aonde estaria.
Se estaria onde estou hoje...
É...
Chegamos a minha época do ano favorita!
Embora, o sentido e o gosto não sejam mais os mesmos,
seria importante sentir aquela velha sensação,
ainda mais nos dias escuros que temos vivido.
Que a luz do Natal reacenda as nossas esperanças!
Eu me orgulhava de ter vários amigos.
Mas hoje onde eles estão?
Vivendo onde? Com quem?
A vida deles não é a minha.
Mesmo juntos um dia,
Voltamos a ser quem sempre fomos.
Longe ou perto,
No curso ou fora do curso,
Deixamos de ser quem éramos,
Para enfim sermos quem sempre fomos.
São muitas questões que eu não posso responder.
Só sei que quando me atenho ao que realmente sinto,
Algo novo ou velho sempre sai e vem a tona.
E cada poeta tem seu estilo e seu jeito peculiar.
De escrever ou de contar coisas ou segredos,
De forma que você às vezes precise ler novamente para tentar entender.
Só consigo
olhá-los como pedaços de carne.
E não consigo
acreditar que as pessoas
tenham tantos amigos assim...
Será que há algum problema comigo?
Ou deve ser inveja mesmo?
*Je veux dire l'amitié entre homosexuels.
de frio na barriga
Borboletas
no estômago
É um sentimento que não me apetece
Prefiro viver sem isso
Se isso for possível
Sofro
Por antecedência
De ansiedade
Quando é a hora H
Não curto como deveria
Acho que temos um problema aqui
Faz com que ele pense
Sinta
E faça coisas
Que não precisaria
Se o seu olhar
Pensamento e atenção
Estivessem apenas na sua obra
Na sua criação
Não na expectativa alheia
Dormi em março
Acordei em setembro
Não pulei meu aniversário
Não por falta de vontade
Mas por medo
Me acorde quando acabar setembro
Ou quando esse ano maluco enfim terminar
Pela sua liberdade em ser quem se é.
Até então, sem medo.
O medo vem quando o desconhecimento
Se torna em conhecimento e aparece.
Deixa transparecer
O que antes era livre em ser.
Se torna um medo cativo de não saber o que vai acontecer.
O ódio, a raiva...
Nascem sem saber nem por quê.
Mas transparecem sobre aqueles que se incomodam.
Com o feliz ser que nenhum mal quer fazer.