Gosta de observar
Repara em muitos detalhes
Que talvez poderiam ser menos reparados
Quer as coisas na sua hora
Mesmo sabendo que ninguém está disposto
Carta aos companheiros de escrita:
Escrevo efetivamente, desde 2012.
E com o advento das redes, sinto que nos tornamos alienados, burros e bobos.
Acredito que um dia, mesmo sem mais vida, nossa escrita será apreciada por alguém.
Não que isso seja o mais importante, mas quem escreve, sempre espera algum tipo de apreciação ou admiração.
Um desencontro?
Um reencontro?
Um desencontro num encontro?
Não sei.
Só sei que, em uma pequena fração de segundos,
Tudo mudou.
O que era,
Já não é mais.
E no final das contas,
Sou apenas eu,
Um bisbilhoteiro da vida alheia.
Acho que vou fazer mais disso,
Sair por aí observando o comportamento humano,
como se eu fosse algum tipo de especialista ou pesquisador.
Sendo que, não passo de um romeiro dos meus erros e sentimentos frouxos,
Um mero egoísta que carrega seus escritos como se fossem tesouros preciosos demais.
Mais louco.
Sempre se reprimiu.
Muito mais do que já fora.
Hoje, culpa todo seu cansaço e relapso, a amplificação da sua dor, que insiste em chamar de fibromialgia...
Talvez seja mesmo ela a culpada de todo esse seu dissabor...
Agora, entende porque alguns escritores escrevem em cafés ou em lugares abertos, com pessoas em movimento...
Pois no silêncio não se ouve a voz da multidão, não dá para criar muitas coisas baseadas nas cenas ao vivo...
Há apenas o vazio em mergulhar bem fundo para encontrar em si uma pequena fagulha de inspiração.
Com fones de ouvido, consegue ouvir alguma coisa, mesmo que sua atenção esteja focada em ouvir seus pensamentos quando estão produzindo...
Quem sabe o que pode surgir disso? Um livro? Talvez mais um para a sua coleção...
Qual é a marca do meu celular?
Estou tão cansado desse desafio
Que é tentar te agradar
Talvez isso seja parte do meu objetivo
Talvez isso faça parte do meu risco
Talvez isso seja só pra me irritar
Eu talvez aja sem pensar
Não consigo mais simplesmente te escutar
Fico sem pensar e argumentar
Estou tão cansado desse desalinho
Que eu não quero mais nem brincar
Olha quanto tempo já se passou
Olha aqui como é que você me deixou
Meu coração trepida sem importar
Se a minha hipoglicemia vai se manifestar
Eu falo tanto sobre ela,
cobro tanto as pessoas,
mas ela vez ou outra,
falta nas minhas ações...
É tão incômodo isso,
que ultimamente tem sido um dissabor pra mim.
Esperar o mínimo já é frustrante,
enfim, cada um dá o que tem, né?
Mas é muito cansativo
se sentir como se fosse o único
a sempre ceder,
o único a sempre dar...
e nunca e nem nada receber.
A fé?
A esperança?
Um desejo de mudança?
Uma necessidade?
O que mais poderia ser?
Simplesmente devoção?
Adoração?
Manipulação?
Autoflagelação?
Crer ou não crer, eis a questão?